CARTA ABERTA AO FANTÁSTICO E AO DR. DRÁUZIO VARELLA SOBRE A SÉRIE “AUTISMO: UNIVERSO PARTICULAR”

Reproduzimos aqui, na íntegra a carta aberta formulada pelo MPASP – Movimento Psicanálise, Autismo e Saúde Pública.

São Paulo, 21 de setembro de 2013.

Movimento Psicanálise, Autismo e Saúde Pública

Carta aberta ao Fantástico e ao Dr. Dráuzio Varella sobre a série Autismo: Universo Particular

Nós, integrantes do Movimento Psicanálise, Autismo e Saúde Pública (MPASP), que reúne profissionais (psiquiatras, psicólogos,  pediatras, neurologistas, psicanalistas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, acompanhantes terapêuticos, psicopedagogos) que trabalham no campo da saúde mental inseridos em diversas instituições clínicas e acadêmicas disseminadas pelo Brasil, na rede pública e privada, assistimos a série “Autismo: Universo Particular”, apresentada pelo dr. Dráuzio Varella no Fantástico, e vimos, por meio desta, apontar o que consideramos como  faltas éticas e desconhecimentos científicos cometidos pelo programa.

Buscamos assim contribuir para com o esclarecimento à população, favorecendo que  programas jornalísticos e de divulgação científica possam trazer informações sérias e efetivas sobre o autismo e seu tratamento, uma vez que se trata de um tema da maior relevância para a saúde pública atual.

Seguem alguns pontos a destacar:

  1. Da forma como foi conduzida, a série praticamente posiciona-se contra o SUS; ao dizer que “nada funciona”, resulta em difamação e em uma demonstração de total desconhecimento das inúmeras experiências de sucesso no tratamento de pessoas com autismo nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e outros órgãos da rede pública de saúde e  nas instituições a ele conveniadas  que têm produzido relevantes  trabalhos nas terapias de autismo  no Brasil.

Isso acontece em um momento crucial para o tratamento das pessoas com autismo e seus familiares, já que estão sendo definidas políticas públicas fundamentais destinadas a nortear o tratamento e o diagnóstico nos equipamentos do SUS (como as lançadas no documento Linha de Cuidado para a Atenção das Pessoas com Transtorno do Espectro Autista e suas famílias na Rede de Atenção Psicossocial do Sistema Único de Saúde/SUS – Ministério da Saúde, abril, 2013),

  1. A série apresentou uma visão reducionista do autismo, especialmente quanto ao seu diagnóstico e tratamento, ignorando as  contribuições clínicas existentes, entre elas, as advindas da concepção psicanalítica em equipe interdisciplinar desenvolvidas há mais de  70 anos.
  1. A série  demonstrou desconhecimento acerca  dos relevantes efeitos clínicos da detecção e intervenção precoce ao apresentar o autismo como “incurável”. Os progressos científicos produzidos interdisciplinarmente no campo da primeira infância no diálogo entre psicanálise e neurociência têm revelado que  os primeiros meses de vida se caracterizam por uma extrema plasticidade neuronal, configurando possibilidades de recuperação orgânica. Os progressos científicos demonstram também que não nascemos com nosso organismo pronto, já que tanto a formação da interconexão neuronal quanto a manifestação de nossa carga genética dependem de fatores ambientais (epigenéticos), entre eles a relação com as outras pessoas  como fator fundamental para os humanos.
  2. A série é questionável no que se refere à exposição das crianças. Para um autista, esse nível de invasão recrudesce sua posição de exclusão, e nada justifica tal atitude.

É lamentável que um programa tão assistido e com um tema que exige tanto esclarecimento público não tenha sido capaz de apresentar  os aspectos básicos para a  abordagem de um problema de saúde premente e complexo como o autismo. Ao privar o telespectador de informações valiosas e necessárias – e conduzi-lo a uma visão comprometida e empobrecedora –, o programa produz ainda mais sofrimento nas famílias.

Sobre o diagnóstico precoce

A importância do diagnóstico precoce foi colocada de maneira distorcida pelo programa. Não há dúvidas em relação à diferença que o diagnóstico precoce pode produzir no tratamento, favorecendo-o, e toda a comunidade científica está de acordo em relação a isso. Mas considerar, como foi feito no programa, que nos Estados Unidos o estado da arte está mais evoluído porque o diagnóstico de autismo é realizado antes dos três anos é um desserviço. Documento produzido pelo Ministério da Saúde em abril deste ano – Linha de Cuidado para a Atenção das Pessoas com Transtorno do Espectro Autista e suas famílias na Rede de Atenção Psicossocial do Sistema Único de Saúde/SUS – e que segue recomendação da Organização Mundial de Saúde, afirma (pág. 50): “Por apresentarem mais sensibilidade do que especificidade é oficialmente indicado que o diagnóstico definitivo de Transtorno do Espectro Autista (TEA) seja fechado a partir dos três anos, o que não desfaz o interesse da avaliação e da intervenção o mais precoce possível, para minimizar o comprometimento global da criança (Bursztejn et al, 2007, 2009; Shanti, 2008, Braten, 1988, Lotter, 1996)”. Antes dessa idade não se deve fechar o diagnóstico, pois ainda se trata de um bebê em pleno processo de constituição.

Na página 54, o mesmo documento  afirma: “Embora os primeiros sinais de Transtornos do Espectro do Autismo se manifestem antes dos três anos, é a partir dessa idade que um diagnóstico seguro e preciso pode ser feito, pois os riscos de uma identificação equivocada (o chamado falso-positivo) são menores.” Até lá, trabalha-se com critérios cientificamente comprovados (por pesquisas referendadas e validadas no circuito acadêmico) de Risco Psíquico para o Desenvolvimento e Sofrimento.

Promover e propagandear em um programa televisivo de cunho jornalístico o diagnóstico fechado de uma patologia antes do tempo recomendado pode ter o efeito de que se deixe de investir em uma possibilidade de mudança. Essa é uma postura irresponsável por produzir efeitos iatrogênicos, para bebês e crianças que ainda estão em pleno processo de constituição e que, portanto, não têm um destino definido, levando ao risco de produzir uma epidemia de autismo

Trabalho clínico  interdisciplinar de referencial psicanalítico

Outro aspecto que ficou muito aquém do desejável foi a necessidade de uma discussão interdisciplinar dos casos e a consideração da multiplicidade de fatores correlacionados ao autismo que não se limitam a aspectos  orgânicos (de genética, lesões ou deficiências), levando o telespectador  a uma visão reducionista  dando a entender  que no autismo haveria uma única causa em jogo e uma única forma de tratamento:  a terapia comportamental, como caminho autossuficiente.

Para tratar de crianças e adultos com autismo, não basta descrever que observam o mundo de forma fragmentada; é preciso dizer como é possível ajudá-los a encontrar saídas para esse estado. Tentar “ensinar” sentimentos, como observamos na série, também não resolve. É preciso ajudar o paciente a fazer uso das palavras a fim de representar seus afetos para poder  compartilhá-los com as  outras pessoas.

O trabalho clínico interdisciplinar de referencial psicanalítico abre inúmeras possibilidades para que cada pessoa com autismo possa construir laços sociais, partilhar a celebração de viver e contribuir para a sociedade. Também permite que os pais, muitas vezes desalentados pelo isolamento de seus filhos, possam ampliar a partir das intervençoes terapêuticas os momentos de troca, contato e reconhecimento mútuo. Favorece o processo de crescimento, desenvolvimento e constituição psíquica do filho e possibilita que as aquisições de linguagem, aprendizagem e psicomotricidade sejam efetivas apropriações do filho com as quais ele possa circular socialmente (na familia ampliada, na escola, na cidade), não de um modo simplesmente adaptativo, mas guiado fundamentalmente pelos seus interesses singulares. Quando realizado com bebês, , permite intervir a tempo, reduzindo enormemente e, em alguns casos, possibilitando a  remissão de traços de evitação na relação com o outro.

Questão educacional

No que tange à educação e escolarização, os integrantes do MPASP, a partir de inúmeras experiências clínicas de inclusão bem-sucedidas, ressaltam a importância de propiciar, sempre que for possível e benéfico para a criança, sua inclusão nas escolas regulares, ou seja, o diagnóstico de autismo não deve configurar per se indicação de escola especial, sob o risco de incorrer numa visão segregacionista.

Uma chance perdida

Pelo exposto acima, o Movimento Psicanálise Autismo e Saúde Pública (MPASP), do qual fazem parte cerca de 500 profissionais que atuam em mais de 100 instituições nacionais (públicas, privadas e não governamentais), considera que a série Autismo: Universo Particular foi um desserviço, uma chance perdida de alcançar maciçamente o público leigo com informação de qualidade.

Mais lamentavel ainda é que a produção desse programa tenha ignorado  essas informações enviadas pelo MPASP, enquanto o programa ia ao ar, dispostos que estávamos e estamos a colaborar com a informação nesse âmbito e ampliar a visão reducionista exposta pelo programa.

O MPASP se coloca à disposição dos meios de comunicação para apresentar  caminhos possíveis de tratamento  que não se restringem a treinamentos e  possibilitam ampliar e viabilizar os modos singulares de ser das pessoas com autismo.

Movimento Psicanálise, Autismo e Saúde Pública/MPASP

Informações: http://psicanaliseautismoesaudepublica.wordpress.com/about/

Instituições participantes

Universidades:FEUSP,FMUSP, Grupo de estudo sobre a criança (e sua linguagem) na clínica psicanalítica – GECLIPS/UFUMG, IPUSP, PUC /RJ, Psicologia PUC /SP, Fono PUC/SP, UERJ, UFBA – ambulatório infanto-juvenil da Residência em Psicologia Clínica e Saúde Mental do Hospital Juliano Moreira/UFBA-SESAB, UFMG Laboratório de Estudos Clínicos da PUC Minas, UFPE, UFRJ, UFSM, UnB, Unesp Bauru, UNICAMP, Univ. Católica de Brasília, Setor de Saúde Mental do Departamento de Pediatria da UNIFESP, Centro de Referência da Infância e da Adolescência – CRIA/UNIFESP, DERDIC/PUCSP, Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais (FCMMG), UNIFOR. Instituições de Psicanálise: ALEPH – Escola de Psicanálise, Associação Psicanalítica de Curitiba- APC, Circulo Psicanalítico MG – CPMG, Círculo Psicanalítico de Pernambuco – CPP, EBP/SP ( escola brasileira de psicanálise), EBP/MG ( escola brasileira de psicanálise),  EBP/RJ  (escola brasileira de psicanálise), Escola Letra Freudiana, Espaço Moebius/BA, Laço Analítico, Escola de Psicanálise dos Fóruns do Campo Lacaniano – Brasil (EPFCL-Brasil), Fórum do Campo Lacaniano – São Paulo (FCL-SP), Rede de Pesquisa sobre as Psicoses do FCL-São Paulo, Rede Brasil Psicanálise Infância/ FCL, IEPSI, Associação Psicanalítica de Porto Alegre -APPOA, Instituto APPOA, IPB ( instituto de psicanálise brasileiro), Intersecção Psicanalítica do Brasil, Grupo que estuda a clinica com bebês e as intervenções precoces da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo, Grupo de Estudos e Investigação dos TGD da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo, Departamento de Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae (SEDES), Departamento de Formação em Psicanálise do Instituto SEDES, Departamento de Psicanálise de Crianças do Instituto SEDES, Curso de Psicossomática Psicanalítica do Instituto SEDES, Núcleo de Investigação Clínica Hans da Escola Letra Freudiana, Sigmund Freud Associação Psicanalítica/RS, GEP/Campinas, NEPPC/SP, Instituto da Família –IFA/SP, Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo, Invenção Freudiana – Transmissão da Psicanálise. Centros de atendimentos não governamentais: Ateliê Espaço Terapêutico/RJ, Attenda/SP, Centro de Atendimento e Inclusão Social, CAIS/MG, Carretel – Clínica Interdisciplinar do Laço/SP, Carrossel/BA, Centro da Infância e Adolescência Maud Mannoni CIAMM, CERSAMI de Betim, Centro de Estudos, Pesquisa e Atendimento Global da Infância e Adolescência – CEPAGIA/Brasília/DF, Clínica Mauro Spinelli/SP, Clube/SP, CPPL – Centro de Pesquisa em Psicanálise e Linguagem, Centro de Pesquisa em Psicanálise e Linguagem de Recife – CPPL, Escola Trilha, ENFF, Espaço Escuta de Londrina, Espaço Palavra/SP, GEP-Campinas, Grupo Laço/SP, Grupo de Pesquisa CURUMIM do Instituto de Clínica Psicanalítica/RJ, Incere, Instituto de Estudo da Familia INEF, Insituto Langage, Instituto Viva Infância, LEPH/MG, Lugar de Vida, Centro Lydia Coriat de Porto Alegre, NIIPI/BA, NINAR – Núcleo de Estudos Psicanalíticos, NÓS – Equipe de Acompanhamento Terapêutico, Projetos Terapêuticos/SP, Trapézio/SP, Associação Espaço Vivo/RJ. Clínica Psicológica do Instituto Sedes Sapientiae/SP. Centros de atendimentos do governo: Caps Pequeno Hans/RJ, Capsi Guarulhos/SP, Capsi-Ipiranga/SP, Capsi-Lapa/SP, Capsi Mauricio de Sousa/Pinel-RJ, Capsi Mooca/SP, CAPSI-Taboão/SP, CAPSI de Vitória, CARM/UFRJ, NASF Brasilandia/SP, NASF Guarani/SP, UBS Humberto Pasquale/SP, Centro de Orientação Médico-Psicopedagógica – COMPP/SES-DF, Capsi COMPP/SES-DF, Capsi Campina Brande/PB. Associações:ABEBÊ – Associação Brasileira de Estudos sobre o Bebê, ABENEPI/Maceió, ABENEPI/RJ, ABENEPI/BSB, Associação Metroviária do Excepcional AME, Associação Universitária de Pesquisa em Psicopatologia Fundamental, CRP/SP (conselho regional de psicologia). Hospitais: Centro Psíquico da Adolescência e Infância da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (CePAI/FHEMIG), CISAM/UPE – Centro Integrado de Saúde Amauri de Medeiros – Universidade de Pernambuco, HCB (Hospital da Criança de Brasília), Serviço de psicossomática e saúde mental do Hospital Barão de Lucena -HBL/ Recife, Hospital Einstein, IEP/HSC Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital de Santa Catarina, Hospital Pinel, Hospital das Clínicas – Universidade de Pernambuco. Revista: Revista Mente e Cérebro. Grupo de pesquisa: PREAUT BRASIL, Grupo de pesquisa IRDI nas creches.

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Sobre Milton Nuevo

Psicanalista. Mestrando em Psicologia Social pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) - SP.
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31 respostas para CARTA ABERTA AO FANTÁSTICO E AO DR. DRÁUZIO VARELLA SOBRE A SÉRIE “AUTISMO: UNIVERSO PARTICULAR”

  1. maria aparecida david ribeiro bispo da silva disse:

    Meu Deus, eu mesma fiquei assustada com a matéria. Tenho sobrinho Autista e imaginei: SERA, QUE ESTAMOS FAZENDO TUDO ERRADO?

  2. Cesar Renato disse:

    Creio que a contribuição do MPASP é fundamental para o entendimento, ação e desenvolvimento de deficiências intelectuais e de outra ordem, dentro do amplo espectro da mente humana. Sua intervenção ao programa de televisão é portanto oportuno, crítico e esclarecedor. Retirando desse poderoso instrumento midiático a condição de senhor de todos os saberes. Contudo, pessoalmente sou contrário a posição da Inclusão Radical. Como familiar de Deficiente Intelectual, não vejo só incapacidade técnica e emocional na educação regular, identifico situações como descaso na grande maioria dos eventos isolados, assim como, uma falta de estrutura na formação de nossos jovens, pertencentes a comunidade das escolas, e nesse caso me refiro exclusivamente a sua capacidade de inclusão de diferenças, o que atribuo a uma situação socioeconômica precária, onde há distinção de classe e de papéis sociais. Contradito disso, vejo que as instituições técnico sociais voltadas para esse projeto de atenção, como a APAE e a ANPR (especificamente no estado do Paraná), tem expertise, tradição e envolvimento emocional com toda a comunidade envolvida, tais como, deficientes, familiares, Estado e outros setores da comunidade. Esta bagagem construída ao longo dos últimos 60 anos deve ser considerada, mantida e qualificada por políticas públicas de atenção e estruturação mesmo. Um “Especial” é certamente um ser humano diferenciado e sua normalidade depende de reconhecimento dessas condições. Respeitar a forma de como tais atores sociais nasceram ou foram envolvidos em sua vida é tratá-los de forma normal e inclusiva.

    • Taisa disse:

      Concordo quando você fala do despreparo dos professores da rede regular (muitas vezes não é só falta de interesse do professor, mas de apoio e compreensão do governo) em atender as especificidades das crianças como um todo, não só as que tem uma necessidade especial. Porém eu mesma já consegui observar relatos de professores que fizeram a diferença dentro de sala de aula, ajudando as crianças com necessidades especiais a se entrosarem com os outros alunos e também a se espelharem neles para atingirem um ganho maior no aprendizado (e digo aqui não só o aprendizado escolar, mas o social que os ajudam nas atividades de vida diária). Em relação aos Centros de Atendimentos Especializados continuam trabalhando com as crianças que tem alguma deficiência em parceria com a escola regular, no trabalho no contra turno.

  3. Juta Maia disse:

    De tudo do que foi colocado e dito a respeito do tema Autismo, fica valendo quando existe a coragem de se expor. Os erros e equívocos são também importantes no campo das ciências médicas, nas ciências, nos arranjos teóricos em geral. Os próprios psicanalistas, ao longo da história, nunca cometeram equívocos? Atirem a primeira pedra…

    • Que comparação tola, Juta. Se a Globo fizer um programa de divulgação científica sobre a teoria da evolução falando um monte de merda “tá valendo” porque outros cientistas erraram no passado? Se erraram, aprenderam com os erros, e como o conhecimento não é secreto, é só fazer direito o dever de casa. Coragem de se expôr não vai melhor a situação pros autistas e seus grupos de apoio. Se for pra parabenizar isso vou abrir um canal no youtube dizendo que autistas sofreram mutações irreversíveis e que são um perigo para a sociedade e portanto deveríamos deixá-los trancados. Vale tudo pela coragem de se expor?

  4. maria das graças vianna santos disse:

    Dráuzio Varela vem se queimando ao se propor entender e avaliar tudo

  5. Fernanda disse:

    E vocês queriam que o Doutor Dráuzio Varella dissesse o quê? Que a culpa do autismo é da mãe deles? Faça-me o favor…Dogmas psicanalistas estão caindo, graças ao conhecimento científico.
    Esquizofrenia e autismo não é culpa de suas mães, meninas não são homens castrados, mulheres tem libido sim, essas são só outros dos deus dogmas que estão caindo.

    Freud não explica, mas a ciência sim, ou pelo menos tenta explicar através de experimentos validados que comprovem sua eficácia, são pessoas, famílias que estão em cena, o melhor que se tem a fazer é procurar o meio mais eficaz de tratamento. Parabéns ao Dr. Dráuzio, muito boa essa série, tenho certeza que muitas famílias de autistas se beneficiaram com ela.

    • ANA FLAVIA CORREA RIBEIRO SPINELLI disse:

      CONCORDO COM VOCÊ,FERNANDA.FOI SOMENTE APÓS A SÉRIE DO DR.DRAUZIO QUE DESCOBRI QUE MEU FILHO É AUTISTA. ELE TEM 12 ANOS E JA PASSOU POR TODA SÉRIE DE MÉDICOS E ESPECIALISTAS QUE NÃO CONSEGUIRAM DIAGNOSTICAR SEU PROBLEMA .E OLHA QUE NÃO FOI NO SUS NÃO.FOI NOS MELHORES CENTROS MÉDICOS DO ESTADO DE SP. FOI ATRAVES DA REPORTAGEM QUE RESOLVI PROCURAR O AMA DE RIBEIRÃO PRETO ONDE RECEBI O DIAGNÓSTICO DE AUTISMO.A REPORTAGEM PODE NÃO TER ABORDADO TODOS OS TERMOS CIENTÍFICOS QUE A COMUNIDADE MÉDICA E CIENTÍFICA ALEGA,POIS A FUNÇÃO NÃO ERA FALAR PARA ELES,E SIM FALAR PARA O POVO ¨¨LEIGO¨¨,ORIENTANDO AS FAMÍLIAS ONDE PROCURAR AJUDA.E SE ESTA ERA A PROPOSTA, A REPORTAGEM CUMPRIU BEM O SEU PAPEL.ACHO QUE O DR.DRAUZIO NÃO ESTAVA QUERENDO DEFENDER NENHUMA TESE ,SOMENTE AJUDAR,E ISTO ELE CONSEGUIU. PARABÉNS DR.DRAUZIO,POR NÃO TER MEDO DE FALAR ÁS MASSAS.

  6. Sérgio Diógenes Leite da Costa Junior disse:

    Informo que não é a primeira vez que o Fantástico e seu Dr. Dráuzio Varela comete esses erros e principalmente não tem informações dos programas do Governo. Quando ele falou sobre Tabagismo, colocou que o governo não tem nem um apoio e não é verdade, pois os CAPS AD de Fortaleza e os PSF, trabalham com o programa antitabagismo do governo federal e tem todo o apoio medicamentoso(Ansioliticos, adesivos), onde ele mostrou no programa apenas que era caro e que o governo nao dava. Mas uma vez ele foi infeliz quando falou sobre o autismo e como sabemos não podemos dar conta de tudo, alguém tem que explicar a ele.
    .

  7. sonia lia lemos disse:

    Este é um dos exemplos do que vemos diariamente na televisão. No afã de aumentar os índices do IBOPE, que são a base para determinar o preços dos anúncios publicitários tão essenciais à sobrevivência dos meios de comunicação, vivemos um vale tudo. Questões sérias e importantes, que causam enorme sofrimento às pessoas,são tratadas levianamente e informações distorcidas são apresentadas como fossem conhecimento científico, com o único intuito de alavancar audiência. E pior, fazendo com que pessoas ingenuas – ou até nem tão ingênuas- acreditem a em ideias errôneas que não tem nenhum vínculo com a realidade. Idéias essas que, ao invés de diminuir sofrimentos, criam mais sofrimentos: Imagine quantos pais com filhos com algumas pequenas dificuldades, que poderiam ser resolvidas com um esclarecimento, não estão, agora, preocupados acreditando que seus filhos possar ser portadores de um distúrbio tão sério. E outros que não estariam se sentindo culpados por não terem procurado ajuda antes. Preocupante é ver pessoas que deveriam ter o papel de esclarecer e cuidar, se prestem a este papel de dar credibilidade científicas e uma reportagem que tem muito pouco ou quase nada de científico.
    Total falta de ética
    Sonia Lemos

  8. Babeth disse:

    Creo que este es un tema muy importante en todas partes del mundo y hay que tratarlo con profesionalidad y responsabilidad

  9. Marciete barros disse:

    Olá! Sou de Arapiraca Al, e tenho um sobrinho autista de 15 anos e a filha de uma prima, com uns 10 anos. A menina parece ser um nível mais complicado que meu sobrinho. Conheço 2 jovens q tem um nível de autismo q os deixam completamente fora de convívio com as pessoas, seríssimo, isso o programa não mostrou. Tem um rapaz que vive praticamente trancado. Mas gostaria de dizer tbm que na minha cidade, tem o TRATE, um espaço para tratamento do autista, mantido pelo município.

  10. É sabido que a mídia exerce grande influência sobre os telespectadores – seus pensamentos, e comportamento. Assuntos de cunho científico não podem ser tratados de forma superficial, pois induzem a interpretações equivocadas.

  11. Cristiane disse:

    REALMENTE O DIAGNÓSTICO FEITO PELO PROGRAMA, QUASE ME LEVOU A CRER QUE MEU FILHO DE UM ANO E DEZ MESES SERIA AUTISTA…..
    MAS COM OUTRAS INFORMAÇÕES SEGURAS TIVE A CERTEZA QUE NÃO ERA MOMENTO, POIS ELE AINDA É UM BEBÊ.

  12. José Solon de Queiroz disse:

    Trabalhar na clínica de crianças sem levar em consideração a interdisciplinaridade é um equívoco que compromete a eficácia do tratamento… Independentemente que se trate de crianças que apresentem sinais de espectro autistico ou não. A psicanalise não trata doenças, mas sujeitos!

  13. Maria Luiza Saldanha disse:

    O Dr Drauzio não deveria se expor a comentar assuntos que não são de sua especialidade, sempre com aquele tom de voz que tudo sabe! Não e a toa que quase morreu com febre amarela ,que contraiu no norte!

  14. Lili Santos disse:

    Bom, a Carta de fato, expõe por parte deste relevante trabalho de todos os profissionais comprometidos por melhores soluções em relação às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Assistir a Série e, realmente pude perceber que faltou muitos esclarecimento em relação a que se propunha o assunto do programa, Aliás, no meu entender não esclareceu nada e, acredito ter ajudado muito pouco aos familiares que possuem pessoas autistas. Sou artista plástica e fotografa. Tenho uma sobrinha autista que se chama Larissa, ela é muito linda, à primeira vista Vc. não percebe que ela é autista. Mas com um pouco mais de observação percebe-se então. Já trabalhei 1 ano num CAPS, e tive a oportunidade de aprender e me conhecer melhor através dessas pessoinhas maravilhosas que são. Vi que no nosso país poucas pessoas têm a coragem de trabalhar com os transtornados. É um outro mundo é um mundo de desafios imenso, que carece de muito estudo em todas as áreas e acima de tudo muito amor e dedicação.
    Conheci o Dr. Dráuzio Varela em 2000 no Hospital Sírio Libanês, é um profissional competente e, tive a oportunidade de conviver com ele durante 3 anos período em passei naquele hospital acompanha uma pessoa com “C A”. Na minha opinião ele não deveria por em cheque a sua profissão com esses tipos de programas comerciais de televisão.

  15. Maria zali san lucas disse:

    Assim devemos atuar, como cidadãos comprometidos e corrigir as matérias jornalísticas que fazem suas pautas sem o conhecimento necessário par informar com compromisso. parabens ao MPASP

  16. Eneida Saraiva da Silva disse:

    Se faz necessário então, até em carater de urgencia, uma melhor elucidação dessa matéria tão importante para os que vivem esse problema.

  17. Elizabeth Barbosa disse:

    MUITO BOM! Excelente resposta.

  18. maria marcia colares silveira disse:

    Agradeço a Deus e aos profissionais que fizeram o diagnostico precoce(2 anos e 2 meses) do meu filho e tratamento pela Comportamental e hj ele praticamente não possiu sintomas de autismo!

  19. Fabíola Botelho Campos Serrano disse:

    Trabalho com autistas, na saúde pública

  20. Excelente artigo. Não vi o programa, mas o post me fez pensar sobre o tema. Valeu

  21. Leonardo disse:

    Muito bom trabalho! Parabens! Temos que lutar contra esse serviço de desinformação prestado pela grande midia!
    SERIA MUITO IMPORTANTE QUE VOCÊS FIZESSEM UM VIDEO!!!

  22. Rejane Sabbagh Armony disse:

    Moderação? Este assunto é importante demais para isso.

  23. Rejane Sabbagh Armony disse:

    Nada é mais nocivo do que ( des)-informações veiculadas por ” especialistas ” arrogantes que tudo sabem : da unha encravada do dedão do pé à esquizofrenia (autismo no caso).
    Rejane Armony
    Membro da Sociedade Psicanalítica do Rio de Janeiro

  24. Acredito que o início de um diálogo sobre um assunto tão importante é sempre muito importante. Acho muito importante pessoas que realmente estejam focadas na área especifica se manifestem para que uma simples matéria jornalística não seja considerada a única verdade.É evidente que o Dr Drauzio, por trabalhar em tantas matérias diferentes não deve ter a presunção de cobrir todo o assunto.

    • Uma coisa é não cobrir todo o assunto. Outra coisa é cobrir mal. Se ele está “trabalhando em tantas matérias diferentes” e está ocupado demais pra pesquisar e falar direito, não deveria se lançar a fazer um trabalho mal e porcamente. Que não faça nada, então, porque ninguém vai morrer se ficar sem ouvir o que ele tem a dizer. Acho que você está sendo personalista demais pra achar que o médico da Globo tem assim tanta autonomia pra decidir sobre a pauta; a Globo, assim como grande parte do status quo atual, tratam os temas de forma essencialista, sempre que possível geneticamente falando, incluindo historietas míticas e desinformação pra manter a população nesse tipo de pensamento – hoje mesmo no programa da Fátima Bernardes veio mais um babaca dizer que a mulher está “naturalmente” mais predisposta pra fazer várias coisas ao mesmo tempo porque no passado “o homem ia caçar e ela ficava na caverna, tinha que cuidar da criança, que cuidar da caverna, várias coisas ao mesmo tempo”, etc. Ridículo. Essa manipulação é um problema estrutural. Não tem tanto a ver com a boa vontade do Dr. Dráuzio, tem mais a ver com a posição de marionete que ele faz.

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